jueves, 22 de octubre de 2015

Rompia um dia de outono.

 Chegou o fundo da estrada, olhou  o ceu grisalho, as nuvens  a oscilar e   banarse o ritmo do vento  que fungava no planalto do Larouco.
       O val de Baltar  cheira a erva  molhada a  forragem e hortaliça. A terra bota um fuminho mol  o tempo que parece  espernear  no despertar do sonho da noite. Um cão  passa-se por diante a procura dum bocado dum algo para arranxar  mais um dia. As varandas da casa do cura  pingan com lentidão sobre a calçada,  ao longe ouve-se o eco dos berros dum camponês, os asubios e o barulho dos pastores a juntar o fato de cabras e ovelhas, as bandadas de pardais fuegem e chiam  rachando o ar. 
      Esta canso, á sua  frente uma pedra  grande e  cinzenta olha-o  e faz-lhe um convite para sentar-se. Aceita. Está fria. Sinte o cheiro do pinheiral e o fungar daqueles  pinheiros altos que em verde e ouro se agitam. Voam pombos no  beiral. Ao fundo os pardais gritam e  fugem em bebedeiras de azul.
      
       Lá o fundo na  beira do Larouco pela Castinheira  acima  revelam-se os cores dos torgaes e das carqueijas.  
      Rompe um día mais.

      

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