jueves, 27 de julio de 2017

Antonio Lobo Antunes. Verdades como punhos.

Claro que há aqueles malucos como Picasso ou Miró e necessitamos de os ter no Zoológico do nosso espírito embora entreguemos o nosso dinheiro a imbecis oportunistas a que chamamos gestores. E, claro, os gestores gastam mais do que gerem, com o seu português horrível e a sua habilidade de vendedores ambulantes: Porquê? Porque nos sossegam. Salazar sossegava

A escritora Gertrude Stein insistia com os jovens escritores americanos de quem era protectora, Hemingway, Fitzgerald, tantos outros, da importância que teria para eles viverem em Paris. A sua explicação era simples:
– Não é tanto o que Paris dá
(insistia ela)
é o que Paris não tira. Esta frase traz-me sempre à ideia a pergunta que Alexandre Dumas
(gosto de Alexandre Dumas)
faz no seu diário:
“Porque motivo há tantas crianças inteligentes e tantos adultos estúpidos?”
Fica a reflectir acerca disto durante uns parágrafos e acaba por concluir que só pode ser um problema de educação. Por exemplo os desenhos das crianças em geral são magníficos, os dos adultos, excepto no caso de serem artistas de talento, uma bodega. Claro que é um problema de educação: uma criança criativa é herética e subversiva
(até rima, olha)
e claro que isso assusta os professores que exigem dos alunos uma normalização que conduz inevitavelmente à mediocridade que tanto tranquiliza os pais. Queremos que os filhos tenham vidinhas, sejam tristemente independentes, consigam um bom casamento, uma, tanto quanto possível, boa casa, um ordenado simpático, filhos bem educados. Claro que admitimos Gauguin ou Mozart desde que não façam parte da família. Em geral as famílias defendem-se criando um maluquinho. Todas têm aquilo que consideram o maluco da família e, quando o maluco, por qualquer motivo, deixa de o ser, apressam-se a arranjar outro antes que a estrutura se desagregue. Não há nada que assuste mais as pessoas do que a criatividade, nada que as apavore mais do que a diferença. A sociedade necessita de medíocres que não ponham em questão os princípios fundamentais e eles aí estão: dirigem os países, as grandes empresas, os ministérios, etc. Eu oiço-os falar e pasmo não haver praticamente um único líder que não seja pateta, um único discurso que não seja um rol de lugares comuns. Mas os que giram em torno deles não são melhores. Desconhecemos até os nossos grandes homens: quem leu Camões por exemplo? Quase ninguém. Quem sabe alguma coisa sobre Afonso de Albuquerque? Mas todos os dias há paleios cretinos acerca de futebol em quase todos os canais. Porque não é perigoso. Porque tranquiliza. Os programas de televisão são quase sempre miseráveis mas é vital que sejam miseráveis. E queremos que as nossas crianças se tornem adultos miseráveis também, o que para as pessoas em geral significa responsáveis. Reparem, por exemplo, em Churchill. Quando tudo estava normal, pacífico, calmo, não o queriam como governante. Nas situações extremas, quando era necessário um homem corajoso, lúcido, clarividente, imaginativo, iam a correr buscá-lo. Os homens excepcionais servem apenas para situações excepcionais, pois são os únicos capazes de as resolverem. Desaparece a situação excepcional e prescindimos deles. Gostamos dos idiotas porque não nos colocam em causa. Quanto às pessoas de alto nível a sociedade descobriu uma forma espantosa de as neutralizar: adoptou-as. Fez de Garrett e Camilo viscondes, como a Inglaterra adoptou Dickens. E pronto, ei-los na ordem, com alguns desvios que a gente perdoa porque são assim meio esquisitos, sabes como ele é, coitado, mas, apesar disso, tem qualidades. Temos medo do novo, do diferente, do que incomoda o sossego. A criatividade foi sempre uma ameaça tremenda: e então entronizamos meios-artistas, meios-cientistas, meios-escritores. Claro que há aqueles malucos como Picasso ou Miró e necessitamos de os ter no Zoológico do nosso espírito embora entreguemos o nosso dinheiro a imbecis oportunistas a que chamamos gestores. E, claro, os gestores gastam mais do que gerem, com o seu português horrível e a sua habilidade de vendedores ambulantes: Porquê? Porque nos sossegam. Salazar sossegava. De Gaulle, goste-se dele ou não, inquietava. Eu faria um único teste aos políticos, aos administradores, a essa gentinha. Um teste ao seu sentido de humor. Apontem-me um que o tenha. Um só. Uma criatura sem humor é um ser horrível. Os judeus dizem: os homens falam, Deus ri. E, lendo o que as pessoas dizem, ri-se de certeza às gargalhadas. E daí não sei. Voltando à pergunta de Dumas
– Porque é que há tantas crianças inteligentes e tantos adultos estúpidos?
não tenho a certeza de ser um problema de educação que mais não seja porque os educadores, coitados, não sabem distinguir entre ensino, aprendizagem e educação. A minha resposta a esta questão é outra. Há muitas crianças inteligentes e muitos adultos estúpidos porque matámos o máximo de crianças que perdemos quando elas começaram a crescer. Por inveja, claro. Mas, sobretudo, por medo.
    (colado da revista Visão). 

martes, 4 de julio de 2017

Información Jurídica. La libertad de expresión de los militares y la STC 38/2017 del Tribunal Constitucional


          (formación de cadetes en la Academia General Militar de Zaragoza)
Las Fuerzas Armadas, las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado, Judicatura y fiscalía, por ley pueden tener limitadas ciertos derechos fundamentales, tales como el de Expresión, manifestación, o participación política. El fundamento constitucional para tal restricción para ciudadanos con estas profesiones específicas, está basado  en conseguir el  beneficio de que dichas instituciones puedan  cumplir con su misión de servicio. Para ello  se  exige un comportamiento  público a sus  miembros acorde con  el  funcionamiento jerárquico,  disciplinado y de imparcialidad de dichas instituciones públicas. 
     En este caso el derecho de expresión es difícil de enmarcar de forma objetiva y explicitar claramente donde está el límite o donde se puede poner la línea roja, especialmente para los miembros de las Fuerzas Armadas. No se exige igual a jueces o Guardias civiles que a militares en el juicio público en cuanto a las expresiones o manifestaciones que hagan. Tanto si es opinión política general como relacionada con asuntos internos de las propias FAS, la opinión pública y la legislación es muy escrupulosa y vigilante con el derecho de expresión de los militares. Ciertamente son  circunstancias históricas recientes relacionadas con el golpismo que influyen todavía en estos matices.
     Estas circunstancias  son  variables que evolucionarán  y evolucionan  con la situación política y social y la superación de las causas que la provocaron. En todo caso es difícil delimitar la línea roja y sería ver caso a caso. La dificultad es mayor  en cuanto al tema de expresiones  relacionadas  con la disciplina y la lealtad.
      La ley Orgánica 9/2011  de Derechos y Deberes de las Fuerzas Armadas en su artículo 12 establece que los motivos por los que se restringe la Libertad de Expresión a los militares están motivados por la finalidad de salvaguardar la seguridad y defensa nacional, el cumplimiento del deber de reserva, el respeto a la dignidad de las personas, instituciones y  poderes públicos. Asimismo poder cumplir con el  deber de neutralidad política y sindical. Al mismo tiempo  se restringe especialmente en asuntos relacionados con el servicio en las Fuerzas Armadas y los derivados de la disciplina.
  EL TRIBUNAL CONSTITUCIONAL,  en reciente sentencia ha fijado conceptos y doctrina al respecto, dando un paso más en avance de aplicación más flexible  a la aplicación del concepto Constitucional a los componentes de las Fuerzas Armadas que por su condición de tales pueden, y tienen, ciertos derechos constitucionales limitados, tal como la misma Constitución autoriza.

jueves, 8 de junio de 2017

BANCO POPULAR/BANCO PASTOR y una película ya vista: MARGIN CALL

  

Ha quebrado un Banco. La absorción bancaria en un grupo de bancos es realidad. Dicen que este banco quebró sin  que haga falta ninguna aportación pública. Eso es bueno, esperemos que sea verdad. Dicen que  ha sido un proceso puro del mercado, los liberales estarán de hora buena. Lo ineficiente sale del mercado.  Las accionistas pierden todo. Todo parece maravilloso y que no ha pasado nada, mano invisible que mueve la economía liberal que diría Adam Smith ha actuado con sus leyes de oferta y demanda, y punto.   Ja, ja.
       El proceso fue llevado con mucho secreto, no hubo capacidad de reacción hasta el momento en que ante la quiebra la CNMV paralizó la contratación en bolsa del Banco. A continuación aparece  un Banco grande  Santander y compra el  Pasivo y el Activo del Banco Popular que antes ya había comprado el Pastor.
        Parece que no hay nada  que decir. Nada que objetar. Una empresa entra en quiebra se vende y los accionistas pierden su inversión, reglas del sistema de mercado capitalista. No obstante, estamos ante un banco. El banco guarda el dinero de los ciudadanos, lo presta, invierte etc. es un pilar fundamental en esta economía liberal de mercado, por ello el banco no es una tienda de zapatos, está sujeta a una supervisión a unas reglas de control y formas de operar, porque nos deja seguridad y juega con el dinero y los puestos de trabajo de todos, no lo podemos dejar en manos de uno o tres locuelos, nos jugamos todos algo en cualquier banco. Así es. El  mercado  por muy liberal que sea es ineficiente salvo que esté controlado y supervisado. La falacia de que cuando las cosas van bien la eficiencia del mercado es la que  hace crecer y prosperar  la economía, es  eso una falacia ya bien demostrada que  de vez en cuando tratan de convencernos de los contrario  saltando a la palestra pública la propaganda interesada para conseguir el  convencimiento popular . Se convence al personal hasta la próxima  quiebra, el engaño, la corrupción etc. Y todos nos echamos de nuevo las manos a la cabeza y pensamos que frágil es la memoria colectiva pese a los muchos ejemplos que tenemos al rededor. Así pues esclarecido  el principio de   que la economía capitalista liberal sólo guiada por el mercado se convierte en la selva, el pillaje y la miseria popular, el Estado con sus mecanismos debe implementar  y vigilar el comportamiento de las entidades bancarias. Antes de producirse la quiebra, había que intervenir, supervisar, guiar el camino.
      La SEGURIDAD JURÍDICA,  es un valor añadido que ayuda a la economía. Da seguridad al inversor, al accionista, cuenta con el respaldo del Estado su supervisión y la acción de la Justicia para que cada uno cumpla con sus funciones y todos sometidos al principio consagrado en la Constitución de que la economía  es finalista hacia el bien común .
       El artículo 128 de la C.E. nos lo deja claro: Toda la riqueza del país en sus distintas formas y sea cual fuere su titularidad está subordinada al  interés general. Se reconoce la iniciativa pública en la actividad  económica. Mediante  ley se podrá reservar al sector público  recursos o servicios  esenciales, especialmente en caso de monopolio  y asimismo acordar la intervención de empresas, cuando así lo exigiere el interés general.
      Esta Constitución pactada y que algunos tiran a la cabeza de otros cuando interesa tiene este artículo   programático sobre la  gobernanza económica del país. Es un concesión sin duda de los liberales a la parte socialista y comunista de los constituyentes, pero permite y exige del Estado un control o supervisión de la economía, especialmente en sectores fundamentales, que no dan lugar a la duda.
      El silencio sobre el como, y la quiebra real de un banco, sin tomar medidas previsoras con tiempo suficiente es un fracaso de nuestro estado de Derecho en proteger y dar seguridad jurídica a los ciudadanos en  su actividad económica. Lo demás tiene relación, con intereses oligárquicos, propaganda, dinero empleado en aventuras comerciales etc. lo que sea. Lo que está claro es que detrás siempre hay  gestiones dudosas. Porque un banco tiene tanto de privado como el parque de la ciudad, al final es de todos, lo pagamos todos aunque sea una asociación de vecinos el que lo gestione o sea una empresa privada la que tenga la concesión de su explotación.

      MARGIN CALL. La forma como se llevó este proceso salvado las  distancias evidentes, me trajo a la memoria la magnífica película del 2011, MARGIN CALL, en la que  basada en la crisis financiera americana del 2008, Leman Brothers, nos cuenta como  un equipo de  analistas de una gran impresa inversora , una vez comprobada la tremenda quiebra de sus activos financieros enmarañados en paquetes de acciones hipotecarias, surprises, está en clara bancarrota. El día antes del FIN, que sería más o menos la traducción del título  nos muestra la forma, la psicología de como aquellos tiburones de Wall Street venden, antes de que se detecte su quiebra, todos los paquetes de  inversión colocando al mundo financiero toda la basura que no valía nada, pues  no vendía nada, solo era papel que no se sustentaba en  nada tangible económicamente.
      Así como se recomienda ver de vez en cuando  EL PADRINO, para entender ciertas cosas de la vida, creo  que MARGIN CALL forma parte de película de culto que describe a la perfección la situación, las personas, y el modus operandi del  mundo financiero dejado " à solta", como  se diría en portugués.
       Un elenco de actores de primera línea, entre lo que me gusta especialmente el papelón que hace Jeremy Arions, la película es recomendable e insustituible.

     

miércoles, 7 de junio de 2017

LA DEFENSA COMUN DE EUROPA. GRACIAS TRUMP





LA DEFENSA DE LOS EUROPEOS , EL PAÍS, JEAN  CLAUDE JUNCKER.


      "El País"   publica  una  muy interesante artículo  de opinión del Presidente de la Comisión Europea sobre una   DEFENSA MILITAR COMÚN EUROPEA. El articulo , que supongo habrá sido publicado en otros diarios europeos, no tiene desperdicio y  se presume  como  el anuncio de algo más serio, o Al menos el inicio de una reflexión conjunta en la construción o encrucijada  europea.
       Entre  comillas  algunos apuntes de la misma:

 "  HEMOS DEPENDIDO EN DEMASÍA  DEL PODER MILITAR DE OTROS. TENEMOS QUE APROVECHAR LA OCASIÓN PARA HACERNOS CARGO DE NUESTRA SEGURIDAD. "

    " No podemos dar por sentado que Europa sea libre y pacífica"

    " Ha llegado el momento en que hagamos algo".

     "la Ineficiencia y fragmentación nos salen muy caras". " Se crea un Fondo europeo de Defensa".

    "No sólo  con dinero puede comprarse una auténtica  Unión Europea de Seguridad y Defensa.    Necesitamos voluntad y ambición políticas".


       " ¿Qué camino vamos a seguir a partir de ahora"
       " Nuestra cooperación con la OTAN   no puede seguir sirviendo de cómoda coartada para argumentar en contra de unos esfuerzos europeos autónomos".


La claridad y expresión directa que utiliza  el político que ahora mismo representa  la voz de la Unión Europea, aparte Presidente del Consejo y comisario de Asuntos exteriores, sin duda gusta por lo que dice  y también como lo dice. Hay que poner en valor que ponga  encima de la mesa una preocupación actual e incómoda y que tiene una solución difícil y seguramente impopular. Pero esa es la diferencia entre   un buen gestor público y  cualquier arribista que ostenta la representación de todos. Decimos que Junker es la voz de Europa aparte el Presidente del  Consejo y el Alto representante de Asuntos Exteriores,  porque  especialmente la voz de asuntos exteriores es meramente decorativa y el Presidente del Consejo rotativo lo mismo,  pese a que sea el Consejo europeo, que preside, la máxima autoridad de la Unión. El Presidente de la Comisión es de facto, para entendernos, el primer ministro y gestor de la política comunitaria y el manejo del presupuesto de la Unión.Y aunque ante el exterior la Unión habla pocas veces por boca de alguien, cuando habla el Presidente de la Comisión la sensación de poder y auctoritas es visible.
Puestos en esta  situación el autor del artículo toca un tema que tal y como está la situación política de la Unión Europea  nadie se atrevería a tocar. Es valiente y decidido y con muestra de hombre político de verdad el Presidente de la Comisión al poner encima de la mesa un tema difícil y controvertido para resolver conjuntamente por parte de los veintisiete países.
Será, o mejor  dicho, es esta  la  reacción necesaria  ocasionada o causda  por  la situación  política  mundial por un lado después de la irrupción de la presencia del Presidente de los Estados Unidos  en el mundo. Lo es también ante lo que significa el Brexit. Sin olvidarnos  de  la emergencia de Rusia como  nuevo agente con potencia e intereses  en Europa. Y es una reacción precisa unido a lo dicho la situación tremenda  e inestable de la guerra de Siria y de toda  la zona islámica  de oriente medio. El paradigma geopolítico ha cambiado. Estamos solos. El mundo esta inestable, nos puede salpicar, nos hemos quedado al descubierto, la OTAN  está en crisis y, ojo, Turquia es un agente importante, autónomo y con mucho poder, del que ya nos tenemos que olvidar como futuro socio, contranatura, europeo y al que hacíamos la pelota de la integración económica más que nada pensando en la política de Seguridad conjunta. Nuestro amigo de Zumosol que nos representa y nos defiende en Oriente Medio.
Trump ha dicho que  Europa no paga la Defensa que recibe. Directamente y en vena nos suelta y  pone en causa la situación de la OTAN, hasta ahora paraguas de seguridad europeo. Por otro lado la OTAN fue la gran coartada  y el  y gran inconveniente que tuvo Europa para  crear y llegar a una política de Defensa común y progresar en la creación de un Ejército Europeo. De los veintisiete países  de la U.E. veintidós pertenecen a la OTAN.  Estados Unidos ha sido siempre el gran director de la OTAN que dirige, y el gran opositor a progresos militares conjuntos europeos, lo que  siempre veía como una  oposición clara a los gastos de defensa y forma de funcionar de la OTAN. Mención aparte merece recordar que Estados Unidos con la boca pequeña apoya el proyecto de Unión Europea aunque por otro lado pone todas los palos que puede en el funcionamiento de la Unión como  potencia  mundial y lo ha hecho en todos los ámbitos y especialmente  en el de Defensa. Para ello ha trabajado siempre el Reino Unido que en temas de  Seguridad y Defensa siempre  encomendó  su alma al amigo americano y nunca acreditó en una defensa común . En estos momentos, una de las “virtudes” de Trump en su afán de inventar, revisar y lanzar nuevas propuestas al mundo, aparte del excesivo egolatrismo que practica, es el decir las cosas claras. En su viaje a Europa dejó claro en Alemania y  en Bruxelas que esto se va a acabar, que somos unos aprovechados y que ellos nos están sacando las castañas del fuego. Rompió un pacto desde la Segunda Guerra Mundial y que propició la creación y el mantenimiento de la OTAN  que ayudó entre otras cosas a la disuasión en medio  mundo.  Por otro lado y en esta misma línea Trump está dando aliento como interlocutor a Rusia  en la que ve su nuevo socio para repartirse el mundo geopolítico y especialmente en la influencia económica con un ojo mirando a China y también a Europa. Volveremos al siglo XIX en Europa con la gran influencia de la Rusia Zarista obviando el paréntesis comunista y  podemos encontrarnos de nuevo con inestabilidad en el continente europeo de historia tan sangrienta como ninguno en el pasado.
Ante esta actitud han reaccionado las autoridades europeas y especialmente Alemania que inspira una nueva  lideranza europea que abarque la  Seguridad conjunta. En esta línea de Alemania, y con su aprobación, habla Juncker. Habrá quién recele de Alemania como tantas veces se ha hecho por sus antecedentes, pero más bien en este momento parece propaganda para lograr que haya una Seguridad conjunta que alguien tiene que liderar y es lógico que lo haga el primer país de la Unión.
 No queda desligado de los argumentos citados el BREXIT. Inglaterra aunque no creía en la Seguridad Europea conjunta era un miembro de la misma y a la hora de mover los presupuestos o crear órganos de Seguridad conjunta, Inglaterra no mostraba su entusiasmo y era un ariete contra el progreso en esta política comunitaria. El sentimiento de abandono por parte de Inglaterra que parece debilitar a la Unión y  el desprecio por parte de los Estados Unidos, han espoleado a las autoridades europeas ante el futuro de  peligro que se puede aproximar en su Seguridad.
Europa, políticamente ha sido un proyecto común que ha progresado  y  ha  demostrado  hasta el momento ser un instrumento político singular y válido para conseguir en el mundo un territorio de progreso económico y de avance en la praxis de los derechos humanos y en donde las condiciones de vida sean las mejores posibles. Europa junta  es la cuarta economía mundial, es la región del mundo donde se dieron y dan  las mayores ratios de desarrollo percapita y de valores  en aplicación de derechos fundamentales del mundo. No obstante Europa tiene un problema en su evolución de los Estados al Ente Europeo y en las cesiones de soberanía llegó a cederse en el plano económico hasta la moneda y múltiples derechos económicos y sociales de los Estados, no obstante nada se avanzó en el plano de la SEGURIDAD  CONJUNTA. Sin duda el recelo, los antecedentes de la Segunda Guerra Mundial, la presencia de Inglaterra a la que se oponía  De  Gaulle etc, han sido inconvenientes para tener la voluntad clara de conseguir este objetivo. Sería el objetivo de la voluntad política de utilizar recursos conjuntos de Defensa y que todos se sintiesen protegidos de la misma forma, tener una sola voz para hablar ante  el mundo en temas de Seguridad  y Defensa, ir poco a poco cediendo soberanía a la Unión  en su conjunto. Europa ahora mismo no tiene voz en ningún conflicto internacional ni puede actuar defendiendo sus intereses económicos porque no es interlocutor potente, porque esa labor la hace cada Estado por su cuenta en función de sus intereses y que pueden llegar a ser opuestos .
     Si los presupuestos de Defensa europeos se centralizaran, sin aumentar el gasto de cada Estado en Defensa, Europa tendría el segundo o tercer Ejército del mundo y tal vez el primero en tecnología y armamento. La optimización de los recursos  sería indubitada.
 Evidentemente este deseo de unión Militar y de Defensa  no es nuevo, es viejo, pero no por eso  ha dejado de ser importante, aunque  haya que reconocer que estamos en  un momento político y económico muy difícil, pero a la vez nunca fue tan necesario e imprescindible la articulación de los viejos proyectos europeos reflejados en el proyecto fallido de Constitución Europea. En ella se  consagraba el avance político de la Unión en la idea de los tres pilares, el económico, el social y el de Seguridad conjunta. Es el tercer pilar la PESC el que estaba más bajo en su desarrollo y que actualmente aún lo está más y que ha quedado en el cajón de los recuerdos. Atrás queda el proyecto de Ejército Europeo  y la figura del primer ministro o embajador europeo que tuvo su apogeo en la época de JAVIER SOLANA y que  se quedó enquistado. Era la Europa de la actuación en KOSOVO y BOSNIA que asomaba la cabeza para conseguir ser uno de los líderes mundiales  en los temas  de geopolítica. Estados Unidos se encargó de solucionar el tema de Bosnia y en kosovo todo se hizo con su aquiscencia vía OTAN, una vez más se visibilizó o se quiso visibilizar ante el mundo que Europa como  ente no resolvía ni valia para resolver complejos asuntos militares y Seguridad y Defensa en el mundo. Sin duda Estados Unidos  
 La llamada de JUNCKER es de alarma y angustia. Nos quedamos solos en un mundo desestabilizado y con la presencia de Rusia como potencia emergente que actuará en nuestro continente. Lo de Ucrania fue un adelanto.  Miramos a nuestro alrededor y estamos solos, de estallar un conflicto mundial que nos afecte cada uno tendrá que actuar por su cuenta y quién sabe, si unos contra otros. Eso sería la muerte total y definitiva del proyecto  europeo,  que algunos  amenazan o dan por muerto.
    Está claro, si queremos vivir en un ambiente conjunto económico que nos favorece, movernos libremente por todo el continente, tener el paraguas económico de una economía fuerte en el mundo, de tener todas las ventajas, que son muchas, de tener instituciones políticas conjuntas, no podemos dejar en manos de cada uno  y a su manera los gastos de defensa y la defensa conjunta. La Seguridad y Defensa conjunta no son unas maniobras o tener unos ejércitos aislados y muy vistosos, es algo más. Es mentalizar a los europeos de que la defensa de unos es la de todos, que la Defensa va unida a la parte económica y social. Si quieres mantener este habitat  y pertenecer a Europa la Defensa forma parte evidente del paquete.
     Alguien nos han hecho descubrir a los europeos  lo  que ya sabíamos.




 

Calúnia e corrupção.

    No  último exactissimamente do Aspirina B, o Valupi, reflecte como sempre de forma breve, direita, brilhante e certeira  um pequeño apontamento da  calúnia na vida pública-política. Esa calúnia vai enramada qual edra no carbalho com a corrupção política.  A maior defessa e um bom ataque, como diría o clásico futeboleiro. Os corruptos políticos gostam de extender a calúnia para tentar enmerdar e fazerem um totum revolutum ainda que seja  a custo de converterem uma palha em palheiro.  É o nosso pão de cada día, só temos que  abrir a janela e olhar para a praza pública.



      Assim , concordo, ele  o  explica :


      "Finalmente, as oligarquias são sempre de direita, no sentido em que se tornam conservadoras e temem perder o que conquistaram e sonham conquistar, pelo que influenciam estruturalmente a qualidade da vida social e política. Essa influência explica o poder de fogo que exibem.
A indústria da calúnia é uma arma política, não apenas um negócio."


"Há uma indústria da calúnia à direita, mas não a encontramos à esquerda. Tal fenómeno não pode ser separado de certos condicionalismos antropológicos e cognitivos, talvez genéticos, que promovem na direita a fulanização, a paranóia e o recurso ao ódio palaciano como modo de assimilação e reacção ao devir político.....    O mesmo poderemos dizer do poder da direita na cultura empresarial, nos maiores escritórios de advogados e no fundo católico que alimenta pulsões e proto-ideologias. "

lunes, 5 de junio de 2017

El aceite de oliva puede ayudar a prevenir el cáncer en desarrollo en el cerebro


Un compuesto que se encuentra en aceite de oliva puede ayudar a prevenir el cáncer en desarrollo en el cerebro, un estudio muestra.
En ácido oleico--el principal ingrediente en el aceite de oliva, ha comprobado cómo puede ayudar a impedir el funcionamiento en las células genes causantes de cáncer.
La sustancia aceitosa, uno de un grupo de nutrientes conocidos como ácidos grasos, estimula la producción de una molécula de la célula cuya función es evitar la formación de las proteínas causantes de cáncer.
El equipo de estudio dice que es demasiado pronto para decir si el consumo de aceite de oliva en la dieta puede ayudar a prevenir el cáncer de cerebro. Sus hallazgos, sin embargo, apuntan hacia posibles terapias basadas en el aceite para evitar cáncer de cerebro.
Científicos de la Universidad de Edimburgo analizaron el efecto del ácido oleico en una molécula de la célula, conocida como miR-7, que es activa en el cerebro y se sabe que inhiben la formación de tumores.
Encontraron que el ácido oleico previene una proteína celular, conocida como MSI2, detener producción de miR-7. De esta manera, el componente de aceite de oliva apoya la producción de miR-7, que ayuda a prevenir la formación de tumores.
Los investigadores hicieron sus descubrimientos en pruebas en extractos de células humanas y en las células vivas en el laboratorio.
El estudio, publicado en el Journal of Molecular Biology, fue financiado por el Medical Research Council y Wellcome Trust.

jueves, 1 de junio de 2017

YUVAL NOAH HARARI. SAPIENS. HOMO DEUS.


Este homem, historiador e professor na Universidade Hebraica de Jerusalém, escreveu um livro brilhante,: Sapiens – História breve da humanidade.

O segundo – Homo Deus, que é hoje motivo para 

    Entrevista no jornal DN em Portugal. 


O historiador judeu, é homem de moda hoje. O grande sucesso do seu livro SAPIENS, especialmente quando grandes personagenes  do mundo político actual vieram a dizer que era o seu livro de cabeceira neste momento.

Não li o livro, mas o tema a tratar é moito  do meu gosto pelo que fica adiada a sua leitura, espero que quanto antes, e então deixarei aqui uma pequena opinião ou comentário. Depois do êxito e popularidade de SAPIENS, acaba de publicar HOMO DEUS, do que opina e muito na entrevista  marcada do  jornal DN. É muito interessante a entrevista e o tema que toca, ainda que arrepia um bocado o futuro que transmite. Do futuro admito as elucubrações que se quiserem mas não sou confiante no que se diz, acho que são muitas as variáveis que podem surgir na vida para ser capaz ninguém de fazer prognósticos, embora para vender um livro e comum o arriscar em asseverações e pequenas iluminações, Orwell adiantou-se o seu tempo, Júlio Verne também, espero que este simpático historiador gay judeu  erre  um bocado na sua perspectiva do HOMO DEUS. 

¿Cansado? Trate de subir escaleras en lugar de cafeína








La sacudida del mediodía de la cafeína no es tan potente como subir y bajar unas escaleras, según una nueva investigación de la Universidad de Georgia.En un nuevo estudio publicado en la revista Physiology and Behavior, los investigadores del Colegio de Educación de UGA encontraron que 10 minutos de subir y bajar escaleras a un ritmo regular eran más propensos a hacer que los participantes se sintieran energizados que ingiriendo 50 miligramos de cafeína. Equivalente a la cantidad en una lata de soda."Encontramos, tanto en la cafeína como en el placebo, que no había mucho cambio en cómo se sentían", dijo Patrick J. O'Connor, profesor del departamento de cinesiología que co-escribió el estudio con el ex estudiante de posgrado Derek Randolph. "Pero con el ejercicio se sintieron más enérgico y vigoroso, fue una sensación temporal, sentida inmediatamente después del ejercicio, pero con los 50 miligramos de cafeína, no tuvimos un efecto tan grande".El estudio tuvo como objetivo simular los obstáculos enfrentados en un entorno típico de la oficina, donde los trabajadores pasan horas sentado y mirando las pantallas de la computadora y no tienen tiempo para una pelea más larga de ejercicio durante el día. Para el estudio, los participantes en días separados ingirieron cápsulas que contenían cafeína o un placebo, o pasaron 10 minutos subiendo y bajando escaleras-unas 30 plantas en total- a un ritmo de baja intensidad.O'Connor quería comparar un ejercicio que podría lograr la gente en un entorno de oficina, donde tienen acceso a las escaleras y un poco de tiempo para estar activo, pero no el tiempo suficiente para cambiar en equipo de entrenamiento, la ducha y el cambio de nuevo en la ropa de trabajo ."Los trabajadores de oficina pueden salir y caminar, pero el tiempo puede ser menos que ideal, nunca ha llovido mientras caminaba por las escaleras", dijo O'Connor. "Y muchas personas que trabajan en edificios de oficinas tienen acceso a escaleras, por lo que es una opción para mantener un poco de aptitud mientras toma un breve descanso del trabajo".Los participantes del estudio eran estudiantes universitarias que se describían como crónicamente privados de sueño: recibían menos de 6 horas y media por noche. Para probar los efectos de la cafeína en comparación con el ejercicio, cada grupo tomó algunas pruebas verbales e informáticas para medir cómo se sentían y qué tan bien llevaron a cabo ciertas tareas cognitivas. Ni la cafeína ni el ejercicio causaron grandes mejoras en la atención o la memoria, pero el caminar de las escaleras se asoció con un pequeño aumento en la motivación para el trabajo.

O'Connor añadió que todavía hay mucho que investigar sobre los beneficios específicos del ejercicio en las escaleras, especialmente por sólo 10 minutos. Pero incluso un breve paso de caminar por la escalera puede mejorar los sentimientos de energía sin reducir la función cognitiva. "Puede que no tengas tiempo para nadar, pero puedes tener 10 minutos para subir y bajar las escaleras".




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domingo, 7 de mayo de 2017

martes, 25 de abril de 2017

Joana Mortágua: "Perigo é a austeridade que renasce quando baixamos a gu...

25 de Abril: Nunca a democracia foi tão longe em Portugal

Texto da historiadora  Raquel Varela que queda aquí colado. 




A revolução mudou profundamente o País. Alguns dos seus resultados continuam presentes na educação, na saúde, na segurança social, no lazer e espaços coletivos de quem cresceu no Portugal depois de abril. Mas a revolução não mudou de forma duradoura as relações de produção. O Estado recompôs-se, o regime equilibrou-se, e os governos sucederam-se à margem do envolvimento das pessoas, que caracterizou aquele biénio 1974-1975. Porém, essas pessoas mudaram. Quem fez a revolução, porque já cá estava, porque veio de longe trazendo na bagagem o romantismo das revoluções, porque se recusou a combater na guerra, porque exigiu definir onde ficava a creche, como estavam as contas das empresas, porque geriu o conselho diretivo, porque aprendeu o significado da democracia direta, uma democracia homem a homem, face a face, de um voto de mão erguida, nas comissões de moradores, comités de luta, terras ocupadas, comissões de trabalhadores, assembleias de soldados, reuniões gerais de trabalhadores ou estudantes. Estas pessoas não mudaram tudo. Mas ter feito a revolução mudou-as para sempre.
A história da Revolução Portuguesa, como a história de qualquer revolução, é a história do Estado e da construção de um poder paralelo a esse Estado, dos que já não conseguem governar como governavam e dos que já não aceitam ser governados da mesma forma. Este livro trata de uma parte da construção desse poder paralelo, dos que já não «querem ser governados» como eram.
Nunca na história de Portugal os trabalhadores tiveram tanta consciência de o ser e tanto orgulho em sê-lo: «Só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, a habitação»[1], cantava-se. Meses depois do fim da revolução – que nem todos tinham percebido que tinha acabado – ainda havia jornalistas portugueses e estrangeiros a ir às fábricas do País «à procura do socialismo», desse país da Europa ocidental que tinha inscrito na Constituição a construção de uma «sociedade sem classes».
Apesar da propalada divisão entre «o povo e os trabalhadores», agarrada por um lado a um obreirismo pueril e por outro à construção de agrupamentos socioprofissionais supostamente divididos entre aquilo que seriam trabalhadores e a pequena burguesia (o que foi instrumental na construção dos partidos e dos sindicatos), a revolução portuguesa tem como protagonistas centrais a gente-que-vive-do-trabalho[2], dos seus filhos, das suas famílias. Trabalho intelectual e manual, feminino e masculino, formado ou não.
Ao fazermos a cronologia da revolução, pela primeira vez centrada exclusivamente nas greves, manifestações e ocupações, de fábricas, empresas e casas, chegamos a uma periodização distinta sobre a Revolução de abril daquela que era até agora apresentada, e que tinha como ponto de partida as datas dos golpes e as mudanças de governos provisórios. O ângulo da análise sai, neste livro, das instituições para o campo social. Questionamos a ideia de que haveria uma simbiose entre Revolução e Estado depois do 11 de março de 1975. Colocamos como hipótese que o 11 de março de 1975 é fruto da extensão – neste livro detalhada – do controlo operário, que é muito diferente dos processos de autogestão. E que a queda do V Governo não é o fim da revolução, mas justamente o início da crise revolucionária, ou seja, o momento em que os de cima (MFA, PPD, PCP, PS, coligados ou não) deixaram de «conseguir governar», sendo que os de baixo já, desde abril de 1974, tinham mostrado «não querer ser governados». Estado e Revolução nunca estiveram juntos em 1974-1975. A Revolução construiu-se contra o Estado.
Na última década surgiram com ampla divulgação as people’s histories, depois de Howard Zinn ter tido um súbito e inesperado êxito com a sua obra A People’s History of the United States[3]Tratar-se-ia de algo diferente da clássica história social, seria algo mais como uma história dos «de baixo», como lhe chamou Hobsbawm. Howard Zinn disse que as histórias do povo seriam como «a voz do povo», a voz dos que não tiveram voz. Chris Harman, autor de A People’s History of the World[4], chamou-lhe o «arcaboiço da sociedade». Porém, dúvida que se ergue de imediato: não é o povo, todo o povo de um país? Não, as people’s histories são a história, se quiserem, do povo revolucionário, rebelde, resistente, dos que desafiam a ordem estabelecida, que em geral é uma desordem de desemprego, subnutrição, analfabetismo e ignorância, repressão aos trabalhadores, conscrição para a guerra…
Os leitores encontram nesta História do Povo na Revolução Portuguesa uma história dos resistentes, dos «sem voz», daqueles que habitualmente não ficam na história, soterrados por decretos, declarações diplomáticas, jogos de bastidores e lutas políticas. Não encontrarão aqui uma história da guerra colonial, mas a história da resistência ao trabalho forçado ou a história da resistência à guerra. Não descobrirão aqui a história da queda dos governos provisórios, mas a história do controlo operário que levou à queda da coligação que tentou governar aquele estranho povo da Ibéria que não se deixava governar, mas que estava a aprender, pela primeira vez, a governar-se a si próprio; não lerão aqui a indispensável história dos partidos políticos, mas sim a dos trabalhadores, em sentido amplo; não poderá aqui o leitor encontrar a história das relações diplomáticas – tão intensa à época –, mas estarão aqui as referências aos movimentos de solidariedade entre países feitos pelos «de baixo».
Não sejamos inocentes – uma história total, ambicionada por todos, não é só a história dos resistentes. Mas não pode ser feita sem a história dos resistentes. Dos que não aceitaram as ordens sem primeiro as contestar, discutir e votar. E assim elas deixavam de ser ordens e passavam a ser aquilo que foram em grande medida no biénio de 1974-1975: decisões coletivas sobre a forma como uma sociedade quer viver.
In História do Povo na Revolução Portuguesa (Bertrand), Raquel Varela, dezembro de 2013
[1] Canção de Sérgio Godinho.
[2] Sobre o conceito de quem-vive-do-trabalho ver Ricardo Antunes, Os Sentidos do Trabalho, Coimbra, Almedina, 2013.
[3] Zinn, Howard, A People’s History of the United States, New York, Perennial (Harper Collins), 1999.
[4] Harman, Chris, A People’s History of the World, London-Sidney, Bookmarks, 199