martes, 25 de abril de 2017

Joana Mortágua: "Perigo é a austeridade que renasce quando baixamos a gu...

25 de Abril: Nunca a democracia foi tão longe em Portugal

Texto da historiadora  Raquel Varela que queda aquí colado. 




A revolução mudou profundamente o País. Alguns dos seus resultados continuam presentes na educação, na saúde, na segurança social, no lazer e espaços coletivos de quem cresceu no Portugal depois de abril. Mas a revolução não mudou de forma duradoura as relações de produção. O Estado recompôs-se, o regime equilibrou-se, e os governos sucederam-se à margem do envolvimento das pessoas, que caracterizou aquele biénio 1974-1975. Porém, essas pessoas mudaram. Quem fez a revolução, porque já cá estava, porque veio de longe trazendo na bagagem o romantismo das revoluções, porque se recusou a combater na guerra, porque exigiu definir onde ficava a creche, como estavam as contas das empresas, porque geriu o conselho diretivo, porque aprendeu o significado da democracia direta, uma democracia homem a homem, face a face, de um voto de mão erguida, nas comissões de moradores, comités de luta, terras ocupadas, comissões de trabalhadores, assembleias de soldados, reuniões gerais de trabalhadores ou estudantes. Estas pessoas não mudaram tudo. Mas ter feito a revolução mudou-as para sempre.
A história da Revolução Portuguesa, como a história de qualquer revolução, é a história do Estado e da construção de um poder paralelo a esse Estado, dos que já não conseguem governar como governavam e dos que já não aceitam ser governados da mesma forma. Este livro trata de uma parte da construção desse poder paralelo, dos que já não «querem ser governados» como eram.
Nunca na história de Portugal os trabalhadores tiveram tanta consciência de o ser e tanto orgulho em sê-lo: «Só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, a habitação»[1], cantava-se. Meses depois do fim da revolução – que nem todos tinham percebido que tinha acabado – ainda havia jornalistas portugueses e estrangeiros a ir às fábricas do País «à procura do socialismo», desse país da Europa ocidental que tinha inscrito na Constituição a construção de uma «sociedade sem classes».
Apesar da propalada divisão entre «o povo e os trabalhadores», agarrada por um lado a um obreirismo pueril e por outro à construção de agrupamentos socioprofissionais supostamente divididos entre aquilo que seriam trabalhadores e a pequena burguesia (o que foi instrumental na construção dos partidos e dos sindicatos), a revolução portuguesa tem como protagonistas centrais a gente-que-vive-do-trabalho[2], dos seus filhos, das suas famílias. Trabalho intelectual e manual, feminino e masculino, formado ou não.
Ao fazermos a cronologia da revolução, pela primeira vez centrada exclusivamente nas greves, manifestações e ocupações, de fábricas, empresas e casas, chegamos a uma periodização distinta sobre a Revolução de abril daquela que era até agora apresentada, e que tinha como ponto de partida as datas dos golpes e as mudanças de governos provisórios. O ângulo da análise sai, neste livro, das instituições para o campo social. Questionamos a ideia de que haveria uma simbiose entre Revolução e Estado depois do 11 de março de 1975. Colocamos como hipótese que o 11 de março de 1975 é fruto da extensão – neste livro detalhada – do controlo operário, que é muito diferente dos processos de autogestão. E que a queda do V Governo não é o fim da revolução, mas justamente o início da crise revolucionária, ou seja, o momento em que os de cima (MFA, PPD, PCP, PS, coligados ou não) deixaram de «conseguir governar», sendo que os de baixo já, desde abril de 1974, tinham mostrado «não querer ser governados». Estado e Revolução nunca estiveram juntos em 1974-1975. A Revolução construiu-se contra o Estado.
Na última década surgiram com ampla divulgação as people’s histories, depois de Howard Zinn ter tido um súbito e inesperado êxito com a sua obra A People’s History of the United States[3]Tratar-se-ia de algo diferente da clássica história social, seria algo mais como uma história dos «de baixo», como lhe chamou Hobsbawm. Howard Zinn disse que as histórias do povo seriam como «a voz do povo», a voz dos que não tiveram voz. Chris Harman, autor de A People’s History of the World[4], chamou-lhe o «arcaboiço da sociedade». Porém, dúvida que se ergue de imediato: não é o povo, todo o povo de um país? Não, as people’s histories são a história, se quiserem, do povo revolucionário, rebelde, resistente, dos que desafiam a ordem estabelecida, que em geral é uma desordem de desemprego, subnutrição, analfabetismo e ignorância, repressão aos trabalhadores, conscrição para a guerra…
Os leitores encontram nesta História do Povo na Revolução Portuguesa uma história dos resistentes, dos «sem voz», daqueles que habitualmente não ficam na história, soterrados por decretos, declarações diplomáticas, jogos de bastidores e lutas políticas. Não encontrarão aqui uma história da guerra colonial, mas a história da resistência ao trabalho forçado ou a história da resistência à guerra. Não descobrirão aqui a história da queda dos governos provisórios, mas a história do controlo operário que levou à queda da coligação que tentou governar aquele estranho povo da Ibéria que não se deixava governar, mas que estava a aprender, pela primeira vez, a governar-se a si próprio; não lerão aqui a indispensável história dos partidos políticos, mas sim a dos trabalhadores, em sentido amplo; não poderá aqui o leitor encontrar a história das relações diplomáticas – tão intensa à época –, mas estarão aqui as referências aos movimentos de solidariedade entre países feitos pelos «de baixo».
Não sejamos inocentes – uma história total, ambicionada por todos, não é só a história dos resistentes. Mas não pode ser feita sem a história dos resistentes. Dos que não aceitaram as ordens sem primeiro as contestar, discutir e votar. E assim elas deixavam de ser ordens e passavam a ser aquilo que foram em grande medida no biénio de 1974-1975: decisões coletivas sobre a forma como uma sociedade quer viver.
In História do Povo na Revolução Portuguesa (Bertrand), Raquel Varela, dezembro de 2013
[1] Canção de Sérgio Godinho.
[2] Sobre o conceito de quem-vive-do-trabalho ver Ricardo Antunes, Os Sentidos do Trabalho, Coimbra, Almedina, 2013.
[3] Zinn, Howard, A People’s History of the United States, New York, Perennial (Harper Collins), 1999.
[4] Harman, Chris, A People’s History of the World, London-Sidney, Bookmarks, 199

lunes, 24 de abril de 2017

Para Innovar, Las Grandes Empresas Deberán Dejar Que Los Empleados Elijan Cómo Hacer Sus Trabajos



Study: To Innovate, Large Firms Should Let Employees Choose How to Do Their Jobs


Las empresas que pueden responder rápidamente a los cambios externos son más propensas a lograr el éxito a largo plazo, y por esta medida, las empresas pequeñas sobresalir. Una nueva investigación realizada por el profesor adjunto Radoslaw Nowak de la Escuela de Administración del Instituto de Tecnología de Nueva York (NYIT) sugiere una solución para este inconveniente: empoderar a los empleados de bajo nivel.
La capacidad de una organización para absorber nueva información e implementar los cambios correspondientes, conocida como "capacidad de absorción", disminuye a medida que se hace más grande. En este sentido, se aconseja a las grandes empresas que tomen el ejemplo de empresas de nueva creación. "A medida que crecen", dice Nowak, "las organizaciones tienden a ser más políticas y burocráticas.
Eso crea barreras estructurales a la comunicación ".
En un artículo publicado en la Revista Internacional de Gestión de la Innovación, Nowak recomienda una solución de base para grandes organizaciones: permita a los empleados de bajo nivel que son expertos en lo que hacen para tomar sus propias decisiones sobre la mejor manera de "hacer el trabajo".
Confirmando la relación inversa entre el tamaño y la capacidad de absorción, los hallazgos de Nowak también muestran que las empresas con empleados con poder tienen menos probabilidades de mostrar los efectos negativos esperados.
Nowak analizó los datos recopilados de más de 370 empleados en 71 hospitales estadounidenses y encontró correlaciones negativas entre el tamaño y la capacidad de absorción.
También vio la evidencia de empoderamiento de los empleados para mitigar los efectos negativos.
Conceder autorización a los empleados del nivel del suelo les permite estar alerta y orientado a las soluciones, lo que les permite identificar los próximos pasos y tomar medidas para abordar los desafíos, haciendo así avanzar a la organización. "El empoderamiento consiste en delegar autoridad", dice Nowak. "Permitir que los empleados calificados en niveles bajos tomen decisiones podrían efectivamente reducir el impacto negativo de que una organización se convierta en un gran sistema político.
Estarán impulsando un cambio organizativo positivo desde abajo hacia arriba ".
El estudio afirma que "un alto grado de empoderamiento de los empleados podría ser visto como una fuente de una ventaja competitiva sostenida, ya que puede desafiar continuamente las rigideces de la empresa". En la práctica, "los empleados con poder pueden convertirse en un agente de cambio".
Antes de unirse a NYIT en 2015, Nowak trabajó como gerente de recursos humanos y consultor para compañías Fortune 500. Su investigación doctoral se centró en la creación de conocimiento y su impacto en el éxito de la organización.

martes, 11 de abril de 2017

De vez em quando um livro. A BATALLA DE CAVITE e a perda das Filipinas e de paso uma repaso a historia dos galegos. (4)

A SOCIEDADE ESPAÑOLA NA ÉPOCA DAS GUERRAS DE CUBA E DAS ILLAS FILIPINAS.



Para falar da historia há que ir cos feitos por diante. Tentar aproximarse  á verdade e facer un esforzo por se-lo  máis equitativo posible, fuxindo do típico maniqueísmo, tan común  ha historia escrita  polos nacionalismos  tradicionais dos estados e , mais recentemente, polos nacionalismos rexionais que tenden a presentar unha falsificción da historia que consiste en : Nós eramos bos e heróicos e eles eran os malos . Iso non é historia é demagoxia máis ou menos ilustrada.
      Os pobos teñen que mirarse no espello da historia tal e como son para aprender dela e mellorar. Par mellorar non caben as fantasías. Todos os pobos teñen claroscuros na súa historia. Uns teñen una historia mais presentable e outros  máis impresentable, pero , normalmente, iso no é culpa nin mérito dos que hoxe en día componen tal pobo, sempre que sexan cpaces de aprender  da súa  história e fagan un esforzo por no repeti-los erros das xeracións anteriores.
      A história témola que xulgar tamén dende a idade na que sucederon os feitos, ademáis de vela dende o  prisma dos nosos valores éticos actuáis, se non, non tería utilidade ó carecer de análise crítica e os feitos históricos non serían máis ca un relatorio de anécdotas e datas ou, cuando menos, un conto divertido.
      A historia  de España do século XIX é deprimente, mesmo cando a comparamos co resto  dos países europeos. É a historia dun país que parece gozar ó entrar en barrena; mesmo parece que a sociedade española da época tenta bate-la marca do despropósito, da brutalidade, do emprobrecemento e do atraso das liberdades  cidadás. E un século de guerras civís continuas  e dunha loita intensa nos sectores progresistas por abrirem-se paso contra os máis conservadores  españois que , sen dúbida, eran os mais oscurantistas e reaccionarios de Europa. Como o exército tivo moi poucos feitos de armas fóra das confrontaciones civís, houbo un exceso de exaltación dunhas acción armadas que máis ben deberían ser obxecto de vergoña pola súa crueldade e brutalidade. A história española deste período non é nada "gloriosa".
      Iste Século foi para España un século moi pouco intenso dende o punto de vista industrial e financiero porque os cartos e os investimentos fuxiron sempre da inestabilidade política.
      A sociedade estaba aínda totalmente dominada e controlada polas clases sociais máis acomodadas.
      O regreso do inútil de Fernando VII ó poder supuxo  para España o retorno ó oscurantismo, ó integrismo eclesiástico e ó absolutismo  mais negro. Nun  tempo onde o Antigo Réxime xa estaba condenado  a norte no resto dos países europeos.
      Galicia na guerra da Independencia xogou una  vez mais o papel de retaguarda  con  a mais grande contribución a causa. Foi a primeira rexion liberada dos franceses e serviu de reserva de homes e materiais e punto de contacto cos británicos e proporcionou a España  o seu corpo de exército máis disciplinado. Isto é,  o exército de Galicia,  que tivo una acción decisiva na batalla de San Marcial e que foi o único que chegou a penetrar e combater en territorio francés  ó mando de Wellington e Freire.


   No que respecta as colonías, Cuba e Filipinas, o comportamento español ainda era pior. Con respecto a aquelas terras o comportamento non era civilizado  nin sequera para os canons morais  da época . A historia é vergoñenta convén dicilo con toda claridade.
      España foi un país negreiro no senso estricto do termo, cando xa tódalas nacións europeas abandonaran esa execrable práctica; eramos sen dúbida un país que merecía sen dúbida a condena internacional. A trata de escravos de África a Cuba continuou na illa de Cuba ata ben entrada a segunda metade do século. Non se aboliu ata o ano 1870.
      En cuba  a insurrección comezou na guerra dos "dez anos" e tra-lo período de paz no ano 1895   co  "grito de Baire "  comezou a sublevación definitiva contra o réxime tirano español.
      En Filipinas o  país estaba medianemante pacificiado o que contribui de xeito notable o ALMIRANTE MONTOJO, ainda que era inminete o ataque americano, polo conflicto hispano-americano de 1898, en que Estados Unidos declara a guerra a España.


      ....   Na defensa das colonías na situación que había os gobernantes daquela deberon adoptar a opción maís lóxica, que era negociar cos Estados Unidos, porque era evidente que militarmente con eles non se podería.  En definitiva aquela frase de Sagasta sobre defender  as nosas posesións:  " hasta el último hombre y hasta la última peseta", poderíase traducir en termos " hasta el último pobrete y hasta la última peseta". Nin que decir ten que as fortunas e as vidas dos ricos quedaron  intactas, agás as hipócritas e celebradísimas doazóns que de cando en vez facían as clases acomodadas, se  cadra para alivia-la sua conciencia un pouco.
      Os verdadeiros masacrados pola guera foron as clases baixas, e de entre os estamentos sociais un poouco máis elevados, os militares profesionais que participaron nas campañas.
      Galicia pagou de xeito especialmente caro o prezo da guerra. Naturalmente, ó ser una das rexións máis poboadas pero tamén máis pobres e atrasadas, fixo que a achega de soldados e mariñeiros " non redimidos" puidera ser superior á doutras rexións.
      Un dos galegos maltratados pola sociedade civil da época foi o almirante MONTOJO e todos aqueles que aprticiparon no combate naval de Cavite, que forn moitos, como o foron no combae de Santiago de Cuba. Pouco se falta deste combate librado en moitas peores condicions que o de Santiago de Cuba, e mentres que Cervera pasa por héroe, non acontece así e de forma totalmente inxusta co almirante MONTOJO.
       Os  gobernantes da época tiveron a responsabilidad do desastre. Eles sabían que se querían manter o imperio colonial enorme que ainda tiñan non podía ser sen investir nunha moderna mariña de guerra.
       MONTOJO, fou un militar competente e heróico que foi posteriormente maltratado na história e condenado nun Consello de Guerra. MONTOJO era UN GALEGO, aínda que o seu  galeguismo probablemente non se puxera moi de manifestó polo sentimento xeral de inferioridade dos galegos da época e polo clasismo da Mariña. Era un bon profesional como demostrou nas suas actuacións en toda a Campaña de Filipinas. Pero todo iso non foi suficiente para supli-la desastrosa falta de medios na que se atopaba  nas illas ante o ataque da moderna flota americana.

lunes, 10 de abril de 2017

De vez em quando um livro. A BATALLA DE CAVITE e a perda das Filipinas e de paso uma repaso a historia dos galegos. (3)


OS GALEGOS E A MARIÑA

"O franquismo foi un réxime dictatorial que se caracterizou pola violación dos dereitos democráticos......Entre as víctimas "menores" pódense contar as propias forzas armadas.
No resto dos países europeos que hoxe en día forman parte de la Unión, os cidadáns non fan unha indentificación das forzas armadas cun aparato represor e reaccionario, e  o militar profesional está considerado como unha persona honorable e non sospeitosa de velidades fascistas ou antidemocráticas. Non acontece o mesmo no noso país , que aínda sofre moitos resaibos da época franquista, entre os que atopamos unha actitude de falta de comprensión co papel das forzas armadas na democracia.
    Ainda que non se diga abertamente, existe un rexeitamento das mesmas por parte dunha pseudo-intelixencia.
   O primeiro que lle convén abandonar xa dunha vez á sociedade española e galega é liga-las forzas armadas cos rexímes do pasado, para deixar a historia ser historia.
    Hoxe en dia, as nosas forzas armadas, como as do resto dos países da Unión Europea, son as forzas armadas da democracia e forman parte esencial da defensa común da Uniónl
     O que é increible agora e en todos os tempos é ter unhas forzas armadas mal dotadas e ineficaces, e o conflicto hispanoamericano de 1898 é  un paradigma del tal cousa. Iso si  que é unha ensinanza da historia que non de eriamos esquecer xamais, porque daquela enviouse á morte de xeito impensable a oitos cidadáns españois, galegos e doutras moitas rexións de España.
      Do desastre do 1898 non foron responsables directamente nin o exército nin a mariña, senón unha clase política que non estivo á altura das circunstancias.
      En Galciia a actitude dos galegos con respecto á mariña.... foi sempre unha institución moi estimada e moi respectada na nosa terra.
     Ainda hoxe a Mariña é unha institución valorada e respectada polos nosos mariñeiros, é coido que isto é positivo para a nosa terra e unha tradición que, sen esaxerar, hai que manter, porque o lóxico é que  a Armada, xa totalmente profesional nos anos vindeiros, se forneza de moitos dos nosos rapaces, que terán unha oportunidade laboral  e dar formación mais importante.
     A meirande parte dos mariñeiros espanois son galegos.
      Convén non esquecer que a primeira mariña de guerra da Península Ibérica foi a orgnizada por Xelmirez no século XII, que operaba dende a ría de Arousa.
      Pontevedra foi un centro mariñeiro de primeira categoría ata ben entrado o século XV, como amosan os excelentes estudios históricos medievais. on hai que esquecer que os mariñeiros galegos participaron de forma definitiva, na toma de Sevilla no século XIV.
      Ou sexa, Galicia ten unha importante tradición mariñeira
 dende a temperá Idade Media, o que pasa e que a partir do século XIV a actividade económica marítima en Galicia vai quedando marxinada. Certamente os privilexios dados ós portos cántabros e de Bilbao para a exportación da la de Castela, o afastamento progresivo de Portugal e Galicia, e finalmente, a exclusión de Galicia do comercio marítimo coas Américas. Todo isto unido á excesiva dependencia da adminisración e da actividade económica galega dos señoríos eclesiásticos, sobre todo na costa, que van acontribuír a posterga-la economía galega a outras rexións que o contrario que Galicia, comezaba a  participar plenamente do pulo  mercantilista da Idade Moderna.  CANTO MAIS ILLADA ESTIVO GALICIA, MÁIS POBRE FOI, UNHA INTERESANTE REFLEXIÓN PARA OS TEMPOS QUE CORREN.
      A nobreza galega, con contadas excepcións,como os ANDRADE, LEMOS our GONDOMAR, non  era unha obreza rica e polo tanto non podía aspirar a grandes cargos  no exército ou na mariña, que daquela  dependía moito da caste e non da valía persoal dos mandos.
      Temos que esperar á instauración da dinastía Borbónica, co estabelecemento en Ferrol como base naval importante e a formalización da "matriculación de mar" para que as clases medias e a pequena nobreza galega se puidesen ir incorporando  á mariña de guerra. Expoñentes dete fenómeno son os MONTOJO, o de CAVITE.
      No século XIX con o profesionalismo se vai abrindo paso na sociedade e na milicia, xa aparecenna mariña de guerra mandos galegos de renome, como MENDEZ NUÑEZ, e a presencia  de galegos no século XX é de predominio.

Lleveme a Mondoñedo

 
  Alvaro Cunqueiro o escritor  gran fabulador, excelente prosista  e  controvertido personaxe para algúns e en todo caso o gran amante e defensor da lingua galega,ten a gloria indubitada dos grandes personaxes do altar literario galego.

        Depois da guerra Cunqueiro faille as beiras o novo rexime ou mellor a nova forma de vida e adaptación o modus vivendi. O poder estaba nas maus dos franquistas.  Cunqueiro comeza facendo un pequeno jornal en Santa Marta de Ortigueira no que escribián varios colaboradores , todos nomes heterónimos de Cunqueiro. Ele só facia o jornal  ERA AZUL. Iso faille méritos pra chegar o ABC a Madrid. 

      Xa en Madrid, consegue que  o Ministro de Asuntos exteriores francés lle faga unha encomenda. Dar publicidade e  conseguir escritos e artigos  de cambiar  e potenciar a imaxen de Francia na España. 
      
       CUNQUEIRO, consegue que lle den oito mil pesetas, un pastón  para os anos da fame da postguerra. O mesmo tempo poñenlle a sua disposición un coche e un chófer . 

       Cando CUNQUEIRO recebe o  coche,  toma unha rápida decisión e dille o conductor: 

        LLEVEME A MONDOÑEDO. 

       O traballo non avanza non se publica nada, non consigue  a influencia que os franceses creían e nen un so artigo se publica. 
        Os franceses denunciano e Cunqueiro cai en desgraza en Madrid, botano do ABC, e pechanlle todas as portas do  xornalismo madrileño. Alén diso, se non fora dabondo,  a falanxe quere expulsala do partido falanxista. Non pudo ser expulso porque   descobrese que nunca estivera afiliado.  
        Así  era Cunqueiro fabulador tamén na vida real. 
     

jueves, 6 de abril de 2017

martes, 4 de abril de 2017

De vez em quando um livro. A BATALLA DE CAVITE e a perda das Filipinas e de paso uma repaso a historia dos galegos. (2)






          

Seguindo o relatorio do libro, aquí alguns trechos das reflexions sobre historia que faz o autor.


OS GALEGOS E A HISTORIA.



"Nunha visita a Yuste permitiunos sentir e respira-la época histórica da gran forza de España e da gran época imperial..... En definitiva todo o ambiente , a paisaxe, ....facíannos sentir preto da historia, daquela historia que  aprendemos nos libros de textos. Parece que arredor nosa a historia ficaba viva.

      ESTA FOI UNHA SENSACIÓN QUE NUNCA LOGREI TER NA MIÑA TERRA. Ë evidente que en Galicia hai moita historia, pero non se sente arredor nosa do mesmo xeito. Da a impresión de ser unha historia moito mais afastada, moito mais perdida na néboa dos tempos, moito mais mesturada coa relixión e menos concreta en feitos, centrada nun románico grandioso e nos seus monumentos, pero moito mais afastada en cuanto9o a feitos se refire.  Parece como se os galegos ESQUECERAMOS  O NOSO PASADO  POR MOR DE TER QUE SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DO PRESENTE.

      A veces  TEÑO A SENSACIÓN DE QUE NO NOSA TERRA NUNCA PASOU NADA, o que non é certo. Da a impresión de que os monumentos están aí porque están  e nada mais. Mas resulta me  difícil  identificalos con persoeiros  ou feitos do pasado. Parece que para o galego e difícil  identificar onde está a súa historia e saber o que fixeron con exactitude os nosos devanceiros  á parte de emigrar.

     Isto non so é así senón que non o pode ser: ningún pobo permanece inerte ante a historia e menos un país que como Galicia ten a reserva de homes e alimentos : SE OS HOMES NON FAN A HISTORIA NON SEU PAIS OU BEN A FAN FORA OU A FAN OUTROS , E SE NON É CON SEUS PROPIOS LÍDERES É CON LÍDERES ALLEOS.

       Está claro que Galicia é  un dos reinos  mais antigos da  Península e sabemos, ou mellor intuímos que o papel de Galicia na Reconquista tivo que ser importante. POR POBOACIÓN E TERRITORIO. Mas parece que nesa época nada fixemos, xa que todo o fixeron os asturianos un pouquiño os leoneses e por arte de birlebirloque, alá xa Castela.

      E evidente que as cousas non puideron ser así, pero a escaseza de estudos históricos arredor de Galicia é tan grande, como forte está sendo o  movemento de recuperación , ..... da nosa memoria histórica até fai pouco totalmente amnésica.

      A recuperación da nosa memoria  histórica é importantísima, independentemente onde o lado que estiveron os galegos. Así  pasa con os sucesos da guerra civil.

       Iso non significa  inventar una nova épica galega para xustificar una determinada opción política....na da de historias forzadas e inventadas para demostrar que sómos-los-mellores, ou parte dunha raza extraordinaria con mais ou menos RH. A historia contada  en forma de bos  e malos , non conducen a mais que a un falseamento dos feitos históricos e a promover a incomprensión entre as xentes.

       O MAIS CORRECTO DOS ESTUDIOS HISTÓRICOS  É TRATAR DE FACER UN ESFORZO POR NOS COÑECER MELLOR  E PARA AVALIAR MELLOR O NOSO PRESENTE E PLANIFICA-LO NOSO PORVIR.  A primeira lección é que Galicia tivo una enorme prostración económica no pasado  que determinou una mais abraiante prostración cultural do pasado fixo aínda máis grave a prostración  económica porque onde non se pensa non se progresa.

      É necesario ir reconstruíndo a historia dos galegos que, como calquer outra historia de calquera outro pobo, pode ter os seus claroscuros. Estes claroscuros tanto poden vir  polos actos nos que participamos como nos que deixamos de participar por parte de reacción do pobo ou das clases dirixente. Hai que asimilar a nosa historia  e as leccións do pasado para podermos ir tirando tamén moitas conclusións para o noso futuro.

   Dicía Cunqueiro que o galego e un home ahistórico, no senso de que moitas cousas aínda que existe, para el non existiron e ademais o que está mais lonxe parece que é o que está mais preto e ó revés.

    Nas historias oficias de España, xa dende ha moito tempo, fálase pouco de Galicia, pero no tempo da invasión, Galicia tiña una extensión moi superior á de Asturias ou á do que  logo sería o Reino de León inicialmente. ....Aínda que eramos os fortes en bens e recursos a nosa historia fica enmascarada  ou distorsionada  o quedar incluída no Reino Asturiano ou do Reino de León, parece  desde xeito como se a nosa terra non participase, naquela empresa común dos reinos cristiáns da Península.

    Aínda así  na historiografía musulmán galego e Cristián eran termos moi intercambiables nas épocas iniciais da Reconquista.

      Unha boa parte da repoboación nos novos territorios conquistados foi levada por galegos....Os moitos topónimos   que levan o nome de "galegos" en Castela e León, queren  dicir algo.

      Cando o Reino de león pasou a incorporarse  á Coroa de Castela todos os feitos históricos quedaron reflectidos como "feitos de Castela".

       Eu creo que una boa parte da razón do illamento de Galicia tívoa a súa propia estabilidade xa dende as primeiras épocas: lonxe das fronteiras e das rutas do comercio. Galicia quedou  na retagarda da   Reconquista, e subministrou homes e recursos para esta empresa, pero os señoríos foron cedidos en gran medida pola  Coroa á Igrexa para se asegurar desde xeito a tranquilidade na retagarda,  que non sempre daban os levantiscos señores medievais. Aquí no me xuízo comeza a verdadeira  marxinación galega sen que se poida dicir que fose intencionada. Os mosteiros  que na temperá Idade Media foran focos de progreso e cultura, xa a partir do século XII ou XIII, en pleno desenvolvemento da economía mercantilista, comezan a ser fontes de atraso e un freo ó comercio e ó desenvolvemento económico xa que non participan desta filosofía.

        OUTRAS CAUSAS do no illamento foron no seu momento as preferencias dadas ós portos vascos e cántabros no comercio con Flandres  e con posterioridade a nosa exclusión, só brevemente interrompido, do comercio e do tráfico marítimo co Novo Mundo. OS SEÑORÍOS ECLESIÁSTICOS ata  o século XIZ, tivo  tamén que constituír un verdadeiro lastre ó non favorece-lo moderno espírito mercantil ou industrial. É moi posible que a conxunción dun fato de circunstancias históricas contras as que as clases dirixentes galegas non quixeron ou non souberon reaccionar, quizais por non ser conscientes diso, foron as causas máis profundas do atraso económico galego.

      Pero o atraso económico dun país pode vir, non só polo illamento  económico, senón pola destrución causada polas guerras  e polos mercados que se perden por mor das mesmas. Pouco se fala das guerras con Portugal cando este país se independizou da coroa de Castela que trouxeron  una destrución considerable nas zonas fronteirizas , no Val Miñor e na costa de Baiona. Houbo que reconstruír moitos pontes, e camiños´ños e o comercio marítimo e terrestre con aquel país, esencial como hoxe para o desenvolvemento de Galicia, viuse interrompido. Podemos preguntar: ¿ Onde fica o recordo histórico de todo isto ?.

      Tampouco se fala moito nos textos tradicionais da Historia de España da contribución  galega nas GUERRAS NAPOLEÓNICAS, nin da súa repercusión9ón económica. ...Pero a cousa é aínda mais dramática cuando se fala da  Guerra Civil. Ós galegos tóuconos a mala sorte  de ficar no bando equivocado e por iso hai una tendencia a esquecer os enormes sacrificios que sufriu Galicia en homes neste conflito  fratricida.

      Non debemos esquecer os feitos de armas onde participaron os galegos por moi equivocado que nos pareza o bando onde loitaran. Non  ten sentido facelo porque o emprende-lo o seu estudio descubriremos .as causas da nosa participación e moitos outros aspectos do noso pasado, fuxindo das interpretación victimista da historia.

      Pero é que no referente a Guerra Civil nin sequera se fala da contribución galega ó bando republicano, especialmente na mariña de guerra e parece que ignoramos que dous dos xenerais do bando republicano como    Masquelet o Lister foron galegos, así como o xefe do goberno Casares Quiroga.   ¿ Porque non falamos do que fixeron os galegos na Guerra Civil ? A historia aínda que non nos gusten algún dos seus episodios, hai que estudala enteira, descubrila e recordala porque  é necesario coñece-la verdade.

      Sempre se sacan ensinanzas positivas da análise histórica aínda que  só sirvan  para redescubri-lo espírito de sacrificio dos  galegos e o discreto brío con que chegan a afronta-los momentos máis difíciles contrarios ó tópico cárgante da escaleira, como se os galegos non fósemos decididos cando é necesario selo.

      O que logo resulta desconcertante é descubrir que houbo moitos homes e mulleres galegos que xogaron un papel destacado na vida social e política do país.   Pardo Bazán, Rosalía de Castro, Concepción Arenal, Millán Astray, Franci, Mendez Nuñez, Montero Ríos, Canalejas, Dato, Salvador de Madariaga.

      En fin eu son dos que creo que os galegos teñen ENTRE AS SÚAS VIRTUDES A DA HONRA E A SOBRIEDADE, PERO ESTA SOBRIEDADE, XUNTO CON ATRASO CULTURAL, CHEGOU A EXTREMOS QUE FAN QUE NOS ESQUECERAMOS DA NOSA  PROPIA HISTORIA. QUE TEMOS A NECESIDADE DE REDESCUBIR. Cousas que fixeron os galegos lles foron atribuídas a outros. Evidentemente, non se trata de eleva-lo noso "espírito nacional" pero si contribuír ´A NOSA AUTO-ESTIMA e una certa memoria histórica perdida.

       EN CAVITE , no combate naval, no 1º de maio de 1898   participaron moitos galegos. Tanto en Santiago de Cuba a participación galega foi maioritaria. Santiago de Cuba está moi estudada por iso escollo CAVITE, porque alén de estar pouco estudada  fai-se con inxustiza e nela a honra profesional dos galegos    quedou ben clara.   E porque a historia non lle fai xustiza  o galego  Almirante e xefe da flota PATRICIO MONTOJO E PASARON. E porque  a aprendizaxe de como unha  "chapuza política" pode traer, que ó final se paga e ben cara  polos que non teñen nada que ver con este feito. Só se trata de coñecer a nosa historia un pouco mais".